A Bio-on e a Hera criam a Lux-on, o novo desafio para produzir bioplástico a partir de CO2
  • Nasce a Lux-on, a nova empresa criada pela Bio-on, com participação do Gruppo Hera, dedicada à criação de uma nova tecnologia revolucionária para a produção de biopolímeros a partir de CO2 (gás carbônico).
  • Fruto de dois anos de pesquisa dos cientistas da Bio-on que operam na Itália e nos Estados Unidos, a nova tecnologia provê o uso do gás carbônico presente na atmosfera sem nenhum custo como fonte de carbono para a produção de bioplástico natural e totalmente biodegradável.
  • O CO2 é acrescentado como mais uma das outras "matérias primas" já utilizadas até agora para produzir o bioplástico da Bio-on: melaço de beterraba e de cana de açúcar, restos de frutas e batatas, carboidratos em geral e óleo de fritura já utilizado. O uso de CO2 também contribuirá para a redução do gás carbônico presente na atmosfera.
  • A produção de bioplástico efetuada pela Lux-on será baseada apenas na energia solar renovável e, graças ao uso de hidrogênio como instrumento de gestão da energia, estará garantida ininterruptamente.
LUX-ON
BOLONHA, 10 de dezembro de 2018 - A Bio-on, líder no setor de bioplástico de alta qualidade e o Gruppo Hera, um dos principais fornecedores italianos de serviços múltiplos de rede pública, celebraram um acordo para que participem juntos, respectivamente com 90% e 10% (com a possibilidade de que a participação da Hera até 49,9%), da LUX-ON, a nova empresa fundada pela Bio-on com o objetivo de revolucionar a produção de biopolímeros PHA utilizando o CO2 (gás carbônico) obtido da atmosfera e produzindo energia sem o uso de fontes fósseis.
A nova tecnologia desenvolvida pela Bio-on prevê a utilização de gás carbônico como "matéria prima" com custo zero além daquelas já utilizadas até hoje para produzir o bioplástico da Bio-on: melaço de beterraba e cana de açúcar, restos de frutas e batatas, carboidratos em geral, glicerol e óleo de fritura já utilizado. O uso de CO2 também contribui para a redução do gás carbônico presente na atmosfera.
Os laboratórios e as primeiras instalações do novo projeto Lux-on serão construídos até 2019 nas proximidades do estabelecimento industrial da Bio-on Plants em Castel San Pietro Terme (Bolonha) e serão totalmente executados e projetados por técnicos da Bio-on em colaboração com a Hera, com instalações de recuperação do gás carbônico da atmosfera e de produção de energia renovável a partir da luz solar. O desenvolvimento da tecnologia será favorecido pelo fato de que muitos dos princípios e dos equipamentos utilizados na tecnologia padronizada também serão usados nos novos sistemas produtivos da Lux-on, portanto a passagem da fase de desenvolvimento para a fase pré-industrial ocorrerá de modo acelerado. As instalações serão construídas em uma área de 1500 m², dos quais 600 m² são cobertos, e terá uma capacidade produtiva flexível e rapidamente expansível.
A energia elétrica utilizada no processo produtivo inovador da Lux-on será gerada por equipamentos fotovoltaicos que, além de alimentarem diretamente a produção, fornecerão energia armazenável para a alimentação durante a noite (a produção é ininterrupta). Para a estocagem de energia serão utilizadas parcerias internacionais com os maiores agentes da tecnologia associada ao hidrogênio (H). O hidrogênio, um gás não poluente, será produzido a partir da energia solar, conservado até o momento da utilização e posteriormente transformado novamente em energia elétrica para alimentar as instalações quando os painéis solares não funcionarem, durante a noite ou em momentos de pouca luz solar.
"Estamos extremamente satisfeitos com a participação da HERA - explica Marco Astorri, Presidente e CEO da Bio-on S.p.A. - na grande inovação tecnológica que existe na Lux-on porque nos permite aumentar a sustentabilidade industrial de um novo conceito de produção. Estamos especialmente orgulhosos por transformar em realidade um sonho da humanidade, como remover CO2 da atmosfera para produzir materiais inovadores como os nossos biopolímeros PHAs. Estamos prontos para enfrentar este novo desafio que aumentará ainda mais nos próximos anos a nossa base de clientes, consolidando o pioneirismo da Itália em produzir os biopolímeros de alta qualidade no mundo".
Depois de um ano de acordos importantes, a Bio-on, que está crescendo velozmente, iniciará em 2019 novos projetos estratégicos, entre eles a colaboração com a Hera.
No âmbito desse acordo está prevista também uma segunda linha de desenvolvimento que tem a finalidade de identificar subprodutos sustentáveis para a produção de biopolímeros. Rebatizado como Hera PHA-CEL, consiste na transformação da celulose de restos de colheitas e podas em açúcares simples que, submetidos a tratamento enzimático, podem ser utilizados na fermentação. Um processo interessante que se tornou possível graças à tecnologia de tratamento, criada pelo Gruppo Hera, que está avaliando sua aplicação também na produção de biogás e biometano a partir de restos de colheitas e podas.
Todos os bioplásticos PHAs (polihidroxialcanoatos) desenvolvidos pela Bio-on são obtidos de fontes vegetais renováveis, sem nenhuma competição com a produção de alimentos, além do gás carbônico nos próximos anos. Os bioplásticos podem substituir numerosos polímeros tradicionais atualmente obtidos com processos petroquímicos com utilização de hidrocarbonetos; garantem as mesmas propriedades termomecânicas dos plásticos tradicionais, com a vantagem de serem completamente ecossustentáveis e totalmente biodegradáveis de modo natural.
O acordo entre as duas empresas surge em um contexto territorial muito dinâmico e que representa bem a vanguarda tecnológica italiana destinada à exportação para todo o mundo.
"Para o Gruppo Hera, que tem a inovação e sustentabilidade como dois princípios fundamentais em que se baseia o espírito de uma empresa de serviços múltiplos de rede pública - explicou Tomaso Tommasi di Vignano, Presidente Executivo do Gruppo Hera - a participação na nova empresa fundada pela Bio-on é a representação de uma união natural de intenções e de uma aliança que acreditamos que possa ser desenvolvida com muito sucesso também em outros países e em diversos campos de aplicação. Com este acordo, graças à abrangência e qualidade dos nossos serviços, podemos fornecer mais uma pegada verde fundamental a um projeto como a Lux-on que tem o potencial de mudar o mundo dos bioplásticos, sem contar o esforço conjunto quanto à transformação de restos de colheitas e podas. Esse último é um campo que apresentam grandes possibilidades de desenvolvimento de consideramos que a Hera recolhe a cada ano 200 mil toneladas de restos de colheitas e podas, que podem ser transformados também em bioplásticos graças à nossa tecnologia".
LUX-ON
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